Na pista com Letrux

Letrux acaba de lançar “Em noite de pistinha“, uma versão remix do que talvez seja o disco midstream mais influente dessa década no Brasil, “Em noite de climão“: foi esse álbum que catapultou Letícia Novaes para a música global, fazendo com que seu show circulasse até mesmo fora do Brasil.

Produzido por ela e Arthur Braganti, “Em noite de climão” apresenta métricas bastante originais e é bastante influenciado por rock e música eletrônica – aliás, uma das coisas mais interessantes sobre ter acompanhado várias datas da turnê de Letrux, foi vê-la crescer no palco, atuando, cantando, experimentando novos timbres, fazendo covers de Madonna, e aos poucos, ganhando uma persona cada vez mais ousada, cada vez mais entregue. Os shows de Letrux são verdadeiras catarses.

Letrux em sua performance no Lollapalloza em 2019.

Aproveitando o lançamento de seus remixes, feitos por parceiros da artista como o DJ Zé Pedro, Siso, Lucas Vasconcellos e João Brasil, fiz algumas perguntas para a artista carioca, enquanto também espero pelo próximo disco de inéditas dela:

DP – Pra mim, tem sido uma puta viagem ver como a persona Letrux tem se desenvolvido nos palcos. Tive a sorte de ver o primeiro show, no Centro Cultural de São Paulo e em outros lugares também, como o Lollapalooza, Cine Joia e no Sesc também. O que você tem descoberto sobre si mesma durante todo esse processo?

L: Percebi que tenho mais disposição do que achei que tinha. Tenho lua em touro, achei que era mais preguiçosa, mas às vezes vivo maratonas dignas de atletas (risos). Fora isso, sinto que amadureço a cada viagem, a cada lugar novo aprendo algo, estar viva e ter essa sorte de viajar pelo Brasil e não aprender nada seria burrice. Então sou atenta às coisas e tento sempre aprender.

DP – Você tem muitos fãs LGBTs, que vão muito aos seus shows e eventos que você faz. Como você lida com esse público especificamente?

L: Olha, sou muito grata ao público LGBT, saber que de alguma maneira esse público “banca” nossa vida, nos pede em shows, festivais, nos ouve, isso é uma honra absurda. Tenho noção dos meu privilégios de mina cis e branca, mas sou bem aberta aos ensinamentos da vida, como disse. Fico feliz que as caraminholas da minha cabeça emocionam as pessoas.

DP – Você acabou de lançar “Letrux em Noite de Pistinha”, o que me leva a perguntar: o que não poderia faltar numa boa festa?

L: Aprendi com meu pai a dar festa. Não pode faltar um bom som, gelo, uma iluminação diferenciada (meu pai tinha um neon escrito BAR quando eu tinha 8 anos, eu era vidrada naquela luz [risos]), álcool pode ser opcional, eu mesma só fui começar a beber com 24 e sempre dancei muito, com ou sem, mas claro que ajuda a deixar todo mundo mais soltinhe (risos) Uma boa playlist, e alguma coisa salgada azeitona ou amendoim pra quando a pressão cair de tanto dançar (risos).

Por: Ali Prando


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